Outono de 1946. Estava agendado para o
Rev. Branham conduzir 8 noites de avivamento em Jonesboro, Arkansas. A
campanha evangelística foi patrocinada pelo reverendo Reed, em conjunto
com igrejas locais. Para o avivamento fora alugado um grande auditório,
descobrindo-se pequeno diante das milhares de pessoas atraídas à cidade.
Segundo estimativa de um jornal local, 28000 pessoas de todas as
regiões do país se fizeram presentes, lotando os hotéis e pensões e, num
raio de 80 quilômetros ao redor da cidade não se encontrava um único
quarto vago.
Foto ilustrativa: Avivamento em Whashington
Ao dar início ao avivamento o rev. Branham percebe uma mulher
acenando-lhe insistentemente, na fila da frente. Ela pergunta-lhe
sorrindo:
“Você não me reconhece? A última vez que
me viste foi em Little Rock (Avivamento de Litte Rock). Minhas pernas
sangravam e eu estava fora de si”.
O reverendo a reconhece: era a mulher possessa, que ele havia visto no
porão do auditório em Little Rock. Alguns meses antes ela estava em um
deplorável estado.
“Depois de você ter
orado por ela aquela noite, ela sentou-se quietamente no carro durante
todo o caminho de volta à instituição. Dentro de três dias, eles a
declararam curada e a liberaram”, testemunhou seu marido.
História completa no link(
http://www.forum.clickgratis.com.br/vivavida/t-114.html )
A fé dos presentes eleva-se com tão surpreendente testemunho,
maravilhando-se ainda com o sinal na mão do reverendo, que revelava
enfermidades de maneira surpreendente (Um sinal foi dado ao evangelista
para vindicar seu ministério: toda vez que tocava a mão direita das
pessoas com sua mão esquerda, apareceria ali um sinal característico,
que, interpretado de acordo com a prática, revelaria qual doença possuía
a pessoa ). Diante do quadro inusitado, sobrenatural, a fé dos
presentes chega a um nível a tal ponto que nada parava diante dela.
O rev. Branham forma uma fila à sua direita, enquanto um fluxo
interminável de pessoas passavam durante horas sob a plataforma,
ansiosas por um bafejo da graça de Deus, seja na forma de cura ou
libertação.
O ajuntamento Pentecostal continuou sem interrupções durante vários
dias, sem que o rev. Branham arredasse pé da plataforma. Para não perder
tempo, ele comia e dormia ao lado do altar improvisado, enquanto
milhares de pessoas permaneciam reverentemente quietos, ao som do hino
“Somente Crer”, tema das
“Campanhas Branham”.
Quando algum dos presentes saiam do auditório, contava aos demais do
lado de fora os fatos surpreendentes que presenciara, aumentando ainda
mais a expectativa e o número de pessoas no local, atraídos pelo
testemunho dos presentes.
Os surpreendentes milagres continuavam, inesgotáveis, dia após dia,
madrugada após madrugada. Exatamente às 4:00 horas da manhâ uma mulher
aproxima-se da plataforma, segurando sobre o nariz um lenço. O reverendo
achou que ela chorava mas, ao pegar sua mão, foi-lhe revelado que ela
tinha câncer. Ela já não tinha nariz, pois já fora devorado pela
enfermidade. O quadro era estarrecedor.
“Você crê”? Branham pergunta.
“Irmão Branham, eu tenho que crer!!! Esta é minha única esperança”. Era visível o desespero da jovem mulher.
"Então, irmã, eu posso te ajudar. Porque
o anjo que me encontrou me disse que se eu fosse sincero e levasse as
pessoas a crerem em mim, então nada parararia diante de minha oração,
nem mesmo o câncer”. Unindo-se em desespero na oração com a
mulher, o reverendo sente as ferozes palpitações demoníacas
característicos do câncer diminuírem em sua mão, sentindo que Deus a
curava .
Obs: vários meses se passaram quando, no avivamento de Texarkana, Texas, esta mulher foi à frente, dizendo:
“Irmão Branham, você me reconhece?”
“Não, irmã, eu acho que não”.
“Lembra-se em Jonesboro quando você orou por uma mulher cujo nariz tinha sido devorado pelo Câncer?”
“Você não é aquela mulher, é?”
“Sim, eu sou”, ela respondeu. “Não somente o câncer tem se ido, mas como pode ver meu nariz cresceu novamente”.
O Oitavo dia de Avivamento
Após 8 dias de constantes orações e milhares de pessoas na expectativa
de receberem oração, o reverendo interrompe a reunião para receber sua
esposa Meda na estação ferroviária. Quando se dirigiam para o auditório,
foram obrigados a parar e estacionar a diversas quadras de distância do
local das reuniões. As ruas estavam abarrotadas de veículos a tal ponto
que impedia o trânsito até dos pedestres.
Para entrar no edifício foi preciso que o escoltassem, tal a quantidade
de pessoas do lado de fora. Dentro, o reverendo Branham nota alguém
acenando-lhe com um boné.
“Você não é o irmão Branham?”
“Sim, eu sou. Mas não deveria orar por ninguém, senão causarei um distúrbio. Se você puder entrar na fila de oração irei...”
“Oh, eu não estou procurando por oração
para mim mesmo. Eu sou motorista de ambulância. Estou com uma paciente
idosa na ambulância, que penso que já pode estar morta neste momento.
Como não consigo encontrar nenhum médico, gostaria que pelo menos ela
recebesse oração do senhor”.
“Senhor, eles não acreditariam em mim se eu dissesse que ela está morta. Você precisa chamar um agente funerário.”
“Eu gostaria que você viesse comigo”, insiste o motorista.
“O marido dela está desesperado e talvez você possa acalmá-lo”.
Havia uma área designada pelas autoridades para ambulâncias.
“Eu acho que poderia chegar até a mulher. Há uma multidão entre nós e as ambulâncias”.
Um dos policiais que escoltavam o Rev. Branham oferece-se para ajudar.
Depois de muitos empurrões, eles conseguem chegar às ambulâncias. Os
guardas ficam do lado de fora, enquanto o Reverendo e o motorista sobem
na ambulância. O ancião levanta seus olhos angustiados para os dois,
visivilmente perturbado.
“Você é o médico?”
“Não, eu sou o irmão Branham”.
“Oh, irmão Branham”. Ele olhava para a senhora na maca.
“Eu
a perdi. Ela parou de respirar há poucos momentos atrás. Ela queria
tanto te ver antes de morrer. Eu vendi algumas colchas que ela tinha
feito e algumas conservas de amoras-pretas para contratar esta
ambulância. Agora ela está morta.” “Bem, senhor, a única coisa que posso
fazer por ti é oferecer uma oração”.
Olhando a senhora, tinha-se a impressão de que estava morta. O reverendo
toma sua mão procurando-lhe o pulso, mas não sente sua pulsação.
“Querido Senhor Jesus”, ora suavemente o Rev. Branham.
“Eu
oro para que tu sejas misericordioso para com este irmão; ajude-o e o
abençoe. E por esta muher que veio por este caminho crendo que...”.
O reverendo pensa sentir um pequeno movimento da mão da senhora em sua
mão. Abrindo os olhos, vê que tinha se enganado, pois a aparência da
mulher era cadavérica. Continuando a orar, momentos depois ele sente
novamente um aperto em sua mão, este bem mais forte. O reverendo não tem
mais dúvidas de que a vida pulsava novamente naquele corpo.
O ancião ainda orava, quando a anciã levanta a cabeça e pergunta ao reverendo:
“Qual é o seu nome?”
“Eu sou o irmão Branham.”
Só agora o ancião percebe que sua esposa falava. Ele clama surpreso:
“Mãe, mãe”, abraçando-a em seguida, em gozo.
Pedido de Misericórdia
Os gritos do ancião atrai a atenção da multidão.
“Penso que eles descobriram quem é você. Você vai ter problemas para voltar ao edifício”,
avisa-lhe o motorista. Conseguindo sair da ambulância disfarçadamente,
segue para o edifício, enquanto uma chuva fina começa a cair sobre a
multidão. Ao tentar atravessar a fila para entrar no edifício, o
reverendo é severamente repreendido pelas pessoas ali postadas. Passando
ao lado da fila, ele encontra-se de frente a uma jovem de cor, de uns
17 anos, que clamava insistentemente por seu pai. Claramente se via que
era cega; seus olhos estavam tomados pela catarata. Ninguém se
prontificou a ajudá-la, pois era uma negra entre brancos.
O reverendo coloca-se no caminho dela, apiedado por tamanha injustiça. Ela choca-se com ele.
“Com licença”, diz ela.
“Estou procurando meu pai, que perdi na multidão. Você poderia ajudar-me a pegar o ônibus de Menphis?”
“Sim, posso te ajudar”, responde o reverendo.
“O que você está fazendo aqui?”
“Meu pai e eu viemos ver o curador”, responde ela.
“Como você ouviu falar dele?”
“Esta manhâ eu estava ouvindo o rádio, e
colocaram um homem ali que contou como que por anos ele não podia falar
uma palavra e agora ele podia falar. Um outro homem disse que tinha
estado numa pensão para cegos por 12 anos e agora ele podia enxergar tão
bem que podia ler sua bíblia. Isto me deu esperança. Eu não tenho saída
a menos que eu chegue ao curador. Porém esta é a última noite que ele
estará aqui e eu e meu pai não conseguimos nem chegar perto do edifício.
Agora eu perdi meu papai e não consigo chegar ao ponto de ônibus. O
senhor podia ajudar-me?”
“Sim”, responde ele.
“Você crê que Deus possa curar? Eu tenho que saber, antes de ajudá-la”.
“Sim, senhor, eu creio”.
“Irmã, talvez eu sou aquele o qual você está suposta a ver”.
A jovem cega agarra seu paletó firmemente.
“É você o curador?”
“Não, senhorita. Eu William Branham, o pregador. JESUS CRISTO É O CURADOR. Agora, se você tirar suas mãos de meu casaco...” O reverendo tenta inultimente retirar suas mãos de seu paletó.
“Tenha misericórdia de mim, irmão Branham.” Implora ela, segurando-o mais forte ainda.
“Irmã, você me deixaria segurar sua mão enquanto oro?” Ele solta-lhe uma das mãos dela com dificuldade, segurando-lhe com sua mão esquerda.
“Querido
Jesus, um dia tu carregaste aquela cruz arrastando-a pela rua; sangue
correndo de seu ombros; seu corpo pequeno e débil cambaleante sob o
peso. Um homem de cor chamado Simão de Cirene ceio ao seu lado, pegou a
cruz e te ajudou a leva-la. E agora um dos filhos de Simão está
titubeante aqui na escuridão; eu tenho certeza de que tu entendes...” A mocinha estremece repentinamente.
“Algo acabou de entrar em mim”, diz ela.
“Meus olhos estão frios”
O rev. Branham pede-lhe que feche as pálpebras por uns minutos,
declarando-a curada em nome de Jesus. Ele pede-lhe que não dissesse nada
a ninguém sobre o acontecido, para que ele não fosse reconhecido no
meio da multidão. Em seguida, pede-lhe que abra os olhos:
“São luzes?”, pergunta espantada.
“Sim. Você pode contá-las?”
“São quatro! São pessoas indo ali?
Antes que o reverendo pudesse esboçar uma reação, ela solta um grito, em alta voz:
***“Louvado seja Deus! Eu posso ver! Eu era cega e agora vejo!”
A multidão começa a mover-se na direção do reverendo e da moça de cor.
Um grupo de policiais próximo teve que se apressar em socorrê-lo. Antes
que os guardas o conduzissem para o edifício, um homem com uma perna
deformada grita-lhe acenando a mão do meio da fila:
“Eu
sei que você é o irmão Branham. Tenha misericórdia de mim. Eu estou
aqui há oito dias. Eu tenho cinco filhos em casa, e sou aleijado. Eu
creio. Se você pedir a Deus, ele fará isto”. “Então, no nome de Jesus
Cristo, dá-me tua muleta”.
O aleijado não pensou duas vezes. No mesmo instante sua perna
endireitou-se. O ex-aleijado tira seu sapato e começa a batê-lo no
asfalto, gritando em alta voz:
“Estou curado! Estou curado!”
***Vários anos depois esta moça cega reconheceria o rev. Branham. Ela
trabalhava em um restaurante e, segundo ela, nunca mais sentiu qualquer
problema desde sua cura no avivamento de Jonesboro, Arkansas.
Fonte: Livro Sobrenatural: A Vida de William Branham